
Durante uma onda de calor, tempo seco e queimadas, pelo menos quatro cidades do Vale do Paraíba e região apresentaram umidade relativa do ar tão baixa quanto a do deserto do Saara na tarde desta segunda-feira (9), de acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
O Inmet possui cinco estações meteorológicas na região, situadas em Taubaté, Bragança Paulista, Cachoeira Paulista, Campos do Jordão e São Luiz do Paraitinga. Em quatro dessas localidades, os índices de umidade foram iguais ou inferiores aos observados em regiões desérticas.
No deserto do Saara, no norte da África, a umidade do ar varia entre 14% e 20%. Nesta segunda-feira, as cidades do Vale do Paraíba registraram índices semelhantes, variando de 12% a 24%.
Os valores medidos pelo Inmet na região por volta das 15h foram:
- São Luiz do Paraitinga: 12%
- Campos do Jordão: 16%
- Taubaté: 19%
- Cachoeira Paulista: 24%
A situação mais crítica foi observada em São Luiz do Paraitinga, com 12% de umidade relativa do ar. Campos do Jordão apresentou 16%, Bragança Paulista 17%, e Taubaté 19%. Em Cachoeira Paulista, o índice foi superior a 20%, embora não caracterize uma situação desértica, ainda é considerado alarmante. A Organização Mundial da Saúde recomenda um nível ideal de umidade entre 60% e 80%, e níveis abaixo de 20% são classificados como emergenciais.
Embora o Inmet tenha apenas cinco estações na região, os valores observados refletem a situação nas cidades vizinhas. Portanto, o alerta devido à baixa umidade do ar se estende para outras localidades do Vale do Paraíba e região bragantina.
Os baixos níveis de umidade do ar são influenciados pela seca, calor intenso e bloqueios atmosféricos que impedem a chegada de frentes frias e chuvas. Com a diminuição das nuvens e da chuva, a umidade continua a cair, segundo especialistas.
O tempo seco pode causar problemas respiratórios, cansaço, dores de cabeça e ressecamento de narinas e olhos. Pessoas com doenças respiratórias, como asma, rinite alérgica ou bronquite crônica, podem ter seus quadros agravados.
Dicas para enfrentar o tempo seco:
- Beba bastante água (cerca de dois litros por dia ou 10 copos de 200 ml). Isso ajuda a hidratar todos os órgãos, inclusive pele e mucosas.
- Se possível, use um umidificador de ar em casa, ou coloque uma bacia com água ou uma toalha umedecida no ambiente para aliviar os efeitos do ar seco.
- Hidrate bem as mucosas com soro fisiológico, pelo menos duas vezes ao dia.
- Lave os olhos com soro fisiológico ou com colírio de lágrima artificial.
- Evite bebidas alcoólicas, que podem desidratar.
- Mantenha a casa limpa para evitar acúmulo de poeira.
- Evite praticar exercícios físicos entre 11h e 17h.
- Proteja-se do sol para prevenir o ressecamento de mucosas e pele.
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